BEM VINDO AO BLOG DA ESCOLA ESTADUAL ANÍSIO TEIXEIRA! - A criação deste blog, contendo fotos, textos e vídeos, tem como único objetivo, a divulgação de atividades realizadas na Escola Estadual Anísio Teixeira/Salvador-Bahia/Brasil. Ano de criação do blog - 2009.

Educador, nasceu em 12 de julho de 1900, Caitité/Bahia; formou-se em Direito no Rio de Janeiro e em Educação nos Estados Unidos (Universidade de Columbia).

Na década de 20 liderou três reformas educacionais, na Bahia, no Ceará e no antigo Distrito Federal.

Também são realizações de Anísio Teixeira a Universidade de Brasília, o Instituto de Pesquisas Educacionais, a Fundação Nacional de Ciência, o Instituto de Educação, pioneiro no Brasil na formação superior de professores para a escola primária, entre muitos outros.

Darcy Ribeiro definia Anísio Teixeira como “aquele, entre os muito inteligentes que conheci, que é o mais inteligente e o mais cintilante de todos”.

Algumas das principais obras de Anísio Teixeira são: Educação para a Democracia; A Educação e a Crise Brasileira; A Universidade e a Liberdade Humana; Educação não é Privilégio e, Educação no Brasil.

Em 1946, ele assumiu o cargo de conselheiro da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

No ano seguinte, com o fim do Estado Novo, voltou ao Brasil e novamente tomou posse da Secretaria de Educação de seu Estado. Nessa gestão, criou, em 1950, o Centro Educacional Carneiro Ribeiro/Escola Parque, em Salvador.

Anísio Teixeira morreu em 11 de março de 1971. Seu corpo foi encontrado no poço do elevador de um edifício no começo da Avenida Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.

HOMENAGENS AOS 60 ANOS DO CECR

HOMENAGEM AOS 60 ANOS DO CECR

sábado

Artigo: Escola Parque e Escolas Classes Por: Edivaldo M. Boaventura Educador, escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia

Artigo: Escola Parque e Escolas Classes
Por: Edivaldo M. Boaventura
Educador, escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia


Quando comemoramos o milagre dos 60 anos de funcionamento da Escola Parque, recordo uma frase definidora sobre Anísio Teixeira: “Ele tinha um braço preso ao cérebro.” E tinha mesmo! A sua fulgurante inteligência o conduziu à execução de suas ideias. Era um dos aspectos de sua personalidade que mais me tocavam. A concepção da Escola Parque, combinada com as Escolas Classes, comprova a sua capacidade teórica e prática.
Concebeu com o arquiteto Diógenes Rebouças um espaço amplo, arejado, verde, com biblioteca, auditório, anfiteatro, oficinas, salas para jogos e artes. Em outra oportunidade, a capacidade de realização marcou a sua direção no Inep (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos), que depois o tomou como patrono, com muita justiça.

A criação do Centro Educacional Carneiro Ribeiro (CECR), denominação em homenagem ao grande educador baiano, é uma contribuição notável à escola pública, gratuita, de qualidade e de tempo integral, edificada, propositadamente, em um bairro pobre, como a Caixa D'Água, na Liberdade.É a escola pública para todos, independentemente de classe e de raça, de dois turnos, formadora da cidadania, que encontramos nos países ricos, liberais e capitalistas e que proporciona instrução, transporte, livro, acomodação e alimentação aos alunos. Por que a escola pública de tempo integral tornou se uma bandeira da esquerda no Brasil? É difícil de compreender.

O discurso inaugural da Escola Parque, em 21 de setembro de 1950, é uma demonstração do seu pensamento publicista e democrático. Anísio planejou um centro popular de educação primária com o dia letivo completo. E foi incisivo: “A questão é sobre a escola e não a educação. É sobre a escola que o ceticismo nacional assesta os seus tiros tão certeiros e eficazes. O brasileiro não acredita que a escola eduque. E não acredita, porque a escola, que possuiu até hoje, efetivamente não educou.” Para ele, era o começo de um esforço pela recuperação da escola primária: “Desejamos dar, de novo, à escola primária, o seu dia letivo completo. Desejamos dar-lhe os seus cinco anos de curso. E desejamos dar-lhe seu programa completo de leitura aritmética e escrita e mais ciências físicas e sociais, artes industriais, desenho, música, dança e educação física.”
A Escola Parque destinava-se à infância abandonada que não tinha pais. E se possuía pais não era um lar onde pudesse ser educada. Aparentemente tinha escola, na realidade eram simples casas “em que as crianças eram recebidas por sessões de poucas horas, para um ensino deficiente e improvisado”. A Escola Parque, inaugurada pelo governador Octávio Mangabeira, em 1950, objetivava o tempo integral com pleno funcionamento em dois turnos. Um primeiro turno mais voltado à instrução e outro à recreação com jogos, biblioteca, teatro e oficinas, pois a planta concebida possibilitava a ocupação diária da criança.

A concepção da Escola Parque incluiu as Escolas Classes. A Escola Parque forma um conjunto de edifícios centrais com atividades sociais e artísticas, atividades de trabalho e de educação física. Enquanto a Escola Classe se constitui de salas de aulas planejadas para o ensino de letras e ciências com dependências para administração e atividades complementadas e integradas na Escola Parque.

A direção do Inep permitiu ao criador da Escola Parque completar o seu projeto arquitetônico.
Como um verdadeiro sistema nacional de pedagogia, este organismo atuou em quatro estados. Na Bahia, possibilitou que a Escola Parque funcionasse eficientemente com recursos financeiros sob o comando enérgico e dedicado de D. Carmen Teixeira. Uma vez desativado o Inep nos estados, a Escola Parque passou para a Secretaria Estadual de Educação (SEC), que a administra com esforços. Para a Bahia, a Escola Parque é um marco, um símbolo da obra anisiana, uma bandeira da educação pública de tempo integral. Assim, a Secretaria que a mantém pôde comemorar os seus 60 anos tendo à frente o secretário Osvaldo Barreto Filho e o diretor Gedean Ribeiro com a vibrante comunidade escolar.
Fonte: A Tarde

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